Check-up oftalmológico: com que frequência ir ao oftalmo?
Resposta rápida
Adultos sem queixas devem fazer avaliações periódicas, em intervalos definidos pelo oftalmologista; a partir dos 40 anos, as consultas costumam ser mais frequentes, por causa da vista cansada e do rastreio do glaucoma. Crianças devem ter avaliações nas fases de desenvolvimento, e quem tem diabetes, hipertensão, histórico familiar de glaucoma ou grau alto pode precisar de intervalos menores. O seu oftalmologista define o intervalo ideal para o seu caso.
O que o check-up oftalmológico inclui
O check-up começa pelo exame de vista: medida do grau, avaliação da frente do olho no biomicroscópio, medida da pressão do olho e exame do fundo do olho. Conforme a idade e os achados, o médico pode pedir exames complementares, como o mapeamento de retina, a campimetria ou o OCT. Veja todos os exames oftalmológicos.
Frequência por idade (referência geral)
- Bebês e crianças: teste do olhinho ao nascer e avaliações ao longo da infância, sobretudo antes da alfabetização. Leia sobre a primeira consulta com o oftalmologista infantil.
- Adultos até 40 anos, sem queixas: avaliações periódicas, em intervalos definidos pelo oftalmologista.
- A partir dos 40 anos: as consultas costumam ser mais frequentes, pela presbiopia (vista cansada) e pelo rastreio do glaucoma.
- A partir dos 60 anos: acompanhamento regular, com atenção à catarata e às doenças da retina.
Quem precisa ir mais vezes
- Pessoas com diabetes ou hipertensão, pelo risco de alterações na retina.
- Quem tem histórico familiar de glaucoma.
- Quem tem grau alto, especialmente miopia alta.
- Quem usa lentes de contato ou certos medicamentos, como corticoides por tempo prolongado.
Sinais para não esperar o check-up
Vá ao pronto-socorro imediatamente se surgir perda súbita da visão, uma sombra ou cortina sobre a visão, ou dor forte no olho com olho vermelho e enjoo. Flashes de luz ou aumento repentino de “moscas volantes” pedem avaliação com o oftalmologista no mesmo dia. Leia sobre moscas volantes e flashes e sobre a crise de glaucoma agudo.
Perguntas frequentes
Adultos sem queixas devem fazer avaliações periódicas, em intervalos definidos pelo oftalmologista; a partir dos 40 anos, as consultas costumam ser mais frequentes. Quem tem diabetes, hipertensão ou histórico de glaucoma pode precisar de intervalos menores, definidos pelo médico.
Muitas vezes, sim, para examinar o fundo do olho. Com a pupila dilatada, a visão fica embaçada por algumas horas e é melhor não dirigir.
Sim. Doenças como o glaucoma podem não dar sintomas no início e são percebidas no exame.
Depende dos exames feitos. Com dilatação da pupila, reserve um tempo maior para a visita.
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